Índice

Recursos energéticos
Recursos enegéticos não renováveis
Petróleo
O carvão
Gás natural
Energia Nuclear
O acidente nuclear de Chernobyl
Recursos energético renováveis
Novas fontes de energia
Energia hidroeléctrica
Energia geotérmica
Energia Éolica
Energia Solar
Biomassa

 

 

 

Recursos energéticos

 

Até meados do século XIX, a sociedade humana utilizava ainda pequenas quantidades de energia nos seus gastos.

A forca muscular dos animais e do próprio Homem, associada ao uso da alavanca, da roda e da roldana, eram suficientes para fazer face às necessidades de então. Posteriormente descobriram-se os combustíveis fósseis. Primeiro o carvão, depois o petróleo e finalmente o gás natural. Estas fontes de energia revolucionaram a sociedade. Foi possível ao Homem empregar e consumir grandes quantidades de energia e esta foi considerada sinónimo de progresso. Só mais tarde, em 1973, os países se aperceberam de que estavam a basear o seu desenvolvimento, essencialmente numa fonte de energia não renovável – o petróleo.

Os recursos energéticos podem também ser classificados em renováveis e não renováveis.

O sol, o vento, as ondas do mar, a água dos rios, as marés, a biomassa e o calor da Terra são fontes de energia renováveis.

Os combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural) e a energia nuclear (urânio) são recursos enegéticos não renováveis, isto é, a sua velocidade de formação é inferior à velocidade de consumo.

Se a utilização destes combustíveis continuar a ser feita como até agora, alguns deles estarão esgotados dentro em breve.

   

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Recursos enegéticos não renováveis

 

Os recursos enegético da Terra  não são infinitos e, por outro lado diz-se que não são renováveis: a sua formação, no decorrer de uma história geologica, foi tão lenta que não tem comparação possível com o ritmo em que estão a ser explorados e consumidos. Cerca de 80% da energia consumida em 1985 foi obtida a partir do petróleo, carvão e gás natural.

O aumento da utilização dos recursos enegéticos reflete a evolução técnica (desde a máquina a vapor ao microcircuito), assim como o crescimento da população humana.

O rápido aumento do consumo do petróleo depois da Segunda Guerra Mundial, por exemplo, é indicativo do desenvolvimento da indústria e dos transportes.

O máximo consumo relativo de carvão teve lugar por volta de 1920; o petróleo atingiu o seu consumo máximo relativo no princípio dos anos setenta, com pouco mais de 40%.

Espera-se que o gás natural, menos poluente, aumente a sua contribuição para o consumo total de energia.

Eis alguns recursos energéticos não renováveis e como são utilizados:

·        O carvão foi a energia utilizada na primeira fase da Revolução Industrial mas constitui, ainda hoje, um recurso energético muito importante, nomeadamente na produção de energia eléctrica e aço.

·        O petróleo é um recurso não renovável resultante da transformação da matéria orgânica, constituindo actualmente a fonte de energia mais utilizada e a base da actual sociedade industrial. A sua utilização é fundamental na produção de energia eléctrica, combustíveis para os transportes e máquinas industriais, e ainda como matéria-prima para um conjunto diversificado de produtos (plástico, por exemplo).

Esta fonte de energia substirui históricamente o carvão.

·        O gás natural em conjunto com os dois recursos energéticos atrás referidos constituem, actualmente, as principais fontes de energia doméstica e indústrial.

·        A energia nuclear apesar de ter sido recebida com muito intusiasmo, devido ao seu potencial energético e baixo custo, tem sido progressivamente abandonada em consequência impactes e problemas relacionados com os resídos agravados após o acidente de Chernobyl.

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 Petróleo

 

O petróleo  é um elemento indispensável à vida moderna. É a partir dele que se produzem os combustíveis que accionam os automóveis, camiões, comboios, barcos e aviões que existem na Terra. As centrais queimam combustíveis derivados do petróleo para produzir grande parte da electricidade de que o mundo precisa e muitas casas têm caldeiras a petróleo para aquecimento interno. O petróleo é também essencial para o fabrico de plásticos, têxteis e outros produtos. Para obter este líquido negro e espesso que existe no subsolo abaixo do leito do mar fazem-se furos ou poços proFundos. Ao

petróleo assim extraido chama-se «petró1eo bruto» ou «crude». Dele se obtém uma

diversidade de produtos químicos e vários tipos de óleos, como o óleo lubrificante.

O  petróleo bruto, vindo de um depósito, e uma mistura de produtos químicos e diversos tipos de óleos que é depois aquecido numa refinaria. Por este processo, separam-se os diversos produtos do petróleo, como a gasolina, óleos vários, combustíveis e lubrificantes, produtos químicos e ainda o alcatrão para fazer estradas.

Onde se encontra o petróleo?

Pode encontrar-se petróleo em muitos locais, desde o Médio Oriente ao Árctico, mas todos eles foram há muito tempo cobertos pelo mar. Houve plantas pequenas que ficaram no leito do mar e foram cobertas por lamas. Essas lamas transformaram-se em camadas rochosas. O calor das rochas aqueceu as plantas durante milhões de anos e transformou-as em petróleo e gás natural.

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O carvão

 

O carvão é fundamentalmente, constituído por carbono e tem a sua origem em florestas que foram soterradas em épocas remotas.

Os carvões tem poder calorífico diferente, isto é, ao  serem queimados, uns fornecem mais calor do que outros como já foi referido anteriormente.

Próximo de Rio Maior existe um jazigo de carvão de baixo poder calorífico (o lenhito), com cerca de 33 milhões de toneladas, o que constitui a maior reserva energética existente em Portugal.

Em Portugal das várias minas de carvão que já estiveram em actividade, só se mantém em exploração a do Couto Mineiro do Pejão, junto ao Rio Douro.

Nesta mina são exploradas, anualmente, 200 mil toneladas, que se destinam à Central Termoeléctrica da Tapada do Outeiro, situada na margens norte do Rio Douro.

O carvão foi uma das fontes energéticas mais importantes do sécullo passado. Depois da Segunda Guerra Mundial, e mesmo anteriormente, foi substituído pelo petróleo.

O carvão tornou possível a Revolução Industrial que teve lugar no século XIX. Nessa altura foram utilizados:

Na indústria – em máquinas a vapor para gerar força motriz;

 em fornos e caldeiras como combustível;

na obetenção de produtos químicos;

no fabrico do coque para a produção de ferro e aço.

Nos transportes – em locomotivas e barcos a vapor.

Nas habitações – no aquecimento das casas, cozinhas e produção de gás de cidade

escritórios e         cidade.

Lojas

Devido aos grandes aumentos de preços e às perturbações no abastecimento de petróleo, que têm ocorrido nos últimos anos, o carvão tende a ocupar a posição que já teve como fonte energética.

Como a quase totalidade do carvão que consumimos na produção de electricidade é importado, haverá necessidade de poupar, sobretudo através da racionalização do consumo de electricidade  

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Gás natural

 

O gás natural começou a ser encontrado, na segunda metáde do século XIX, em muitos poços de petróleo dos Estados Unidos da América. Não tinha qualquer utilização, sendo queimado à saída dos poços. Considerava-se, nessa altura, que só ajudava o petróleo a subir em virtude da preção que sobre ele exercia.

O gás natural em Portugal, embora seja ainda quase desconhecido, prepara-se para fazer para do dia-a-dia de 2 milhões de consumidores domésticos 4 a 5 mil fábricas e 80 a 100 mil establecimentos comerciais portugueses.

O gás virá liquefeito e por via maritíma provávelmente da Argélia, o quarto maior produtor mundial em 1989. Nesse  ano, três maiores produtores toram a União Solvietica, os Estados Unidos e a Holanda.

O terminal de desembarque do gas vai ficar na península da Matrena, no estuário do Sado. Para esta opção foi tida em conta a profundidade das águas, a acessibilidade, a natureza geológica dos Fundos marinhos, as questões de segurança, a densidade de tráfego e a distância a que se encontram dos centros populacionais.

A rede de distribuíção de gás natural terá, na sua fase inicial, uma extensão de condutas no total aproximado de 5580 Km: 380Km de rede base e cerca de 5200 Km de redes regionais.

Embora represte menos de um quarto do território nacional (23%), a área escolhida abrange 64% da população e 85% das unidades de indústria transformadora.  

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 Energia Nuclear

 

A energia elétrica gerada por usinas nucleares baseia-se na fissão (quebra, divisão)do átomo. As matérias primas necessárias a esse processo são o urânio ou tório, dois minérios radioativos.

A fissão nuclear consiste no seguinte: os átomos do urânio-235,por exemplo, são "bombardeados" por neutrons; seus núcleos se fragmentam liberando enorme quantidade de energia. Essa fragmentação do núcleo do átomo atingido, por sua vez, dá origem a outros nêutrons, que vão bombardear os átomos vizinhos e assim sucessivamente, uma reação em cadeia.

Esse processo, essa reação em cadeia, tem de ser realizado de forma controlada, em condições de segurança absoluta, pois sua expansão desordenada pode causar terríveis catástrofes. O local apropriado onde ocorre essa fissão nuclear controlada chama-se reator nuclear, peça fundamental de uma usina nuclear.

Essa fissão nuclear provocado no reator da usina produz enormes quantidades de calor; esse calor por sua vez, será utilizado para aquecer uma certa quantidade de água transformando-a em vapor, a pressão desse vapor faz girar uma turbina que irá acionar um gerador; este gerador converterá a energia mecânica, proveniente da turbina, em energia elétrica.

O urânio é um elemento encontrado na natureza, no interior das rochas. Nesse estado bruto, ele é quase todo urânio –238 (99,3%)e somente uma parte muito pequena (0,7%0) é de urânio 235.

Ocorre que, em alguns tipos de reatores nucleares,como os que foram instalados no Brasil, o combustível utilizado tem de ser o urânio-235, é necessário aumentar a porcentagem de urânio –235 a fim de poder utilizá- lo como combustível. Esse processo chama-se enriquecimento do urânio.

Um dos grandes problemas ambientais ocasionados pelas usinas nucleares é o lixo atômico. Trata-se dos resíduos que decorrem do funcionamento normal do reator : elemento radioativo que "sobram" e que não podem ser reutilizados ou que ficaram radioativo devido ao fato de entrarem em contato, de alguma forma, com o reator nuclear. Para se ter uma idéia, uma usina nuclear produz por ano, em média, um volume de lixo atômico da ordem de 3m3 .

Normalmente se coloca esse lixo atômico em grossas caixas de concretos e outros materiais para em seguida jogá-los no mar ou enterrados em locais especiais.As condições de armazenamento desse lixo é preocupante, pois essas caixas podem se desgastar com o tempo e abrir contaminando assim o meio ambiente.

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O acidente nuclear de Chernobyl

 

Apesar da probabilidade de um acidente grave numa central nuclear ser pequena, os efeitos de um acontecimento desse tipo podem ser desastrosos. Se houver uma explosão numa central, são lançadas para o ambiente grandes quantidades de isótopos radioactivos. O efeito da, radiação pode perdurar por muitos anos, enquanto decaem os isótopos radioactivos de maior semi-vida.

O  maior acidente nuclear deu-se na central de Chernobyl, na Ucrânia (antiga União Soviética), em 26 de Abril de 1986. Nessa central, o material moderador

da reacção era a grafite, tal como no primeiro reactor nuclear de 1943. Esse tipo de tecnologia já estava desactualizado em 1986. Por outro lado, a construção

não obedecia as normas de seguranças necessárias. Numa série de testes de controlo da actividade do reactor, ocorreu um conjunto de erros humanos que conduziram a um aumento súbito da reacção e a uma explosão (muito menor, no entanto, do que a explosão de uma bomba nuclear, onde o urânio radioactivo está

em maior percentagem). No acidente morreram 31 pessoas, entre bombeiros e operários da central que combatiam o incêndio, em virtude das elevadas doses radioactivas que receberam.

Em consequência deste acidente, foram espalhados pela zona e arrastados para mais longe isótopos radioactivos que aparecem no processo de cisão, como

o iodo 131 e o césio 137. Esse material espalhou-se, devido as condições meteorológicas, principalmente pelo Norte e Centro da Europa, provocando um aumento da radiação no ambiente.

Numa zona com raio de 30 km a volta de Chernobyl viviam cerca de 120 000 pessoas, que ficaram mais expostas à radiação. Foram quase todas evacuadas nos dias seguintes ao acidente. Hoje, só vivem nessa zona cerca de 1000 pessoas. Algumas delas trabalham em outros reactores da central que continuam a funcionar. O reactor que sofreu o acidente foi coberto com uma espessa camada de betão, planeando-se o reforço dessa cobertura.

Quantas pessoas vão ainda morrer a médio ou longo prazo devido a este acidente? Não se sabe ao certo, mas podem fazer-se estimativas com base no que se conhece sobre os efeitos da radiação, nomeadamente o aparecimento de cancros. O cancro é uma doença infelizmente bastante vulgar e não se pode saber se um dado cancro numa pessoa resultou do aumento artificial de radiação ou teve um motivo natural. Das       120 000 pessoas que sofreram o maior impacto, 17 000 morreriam naturalmente de cancro, ao longo do seu tempo médio de vida (70 anos). Preve-se que haja nessa população cerca de 400 cancros a mais em virtude do acidente (um aumento de pouco mais de 2%). Claro que, populações que vivem mais longe também foram atingidas, embora com doses de radiação bastante menores.

Um perigo particular das radiações ionizantes, para além dos malefícios imediatos no organismo, reside na eventual alteração dos próprios genes dos seres vivos, que contem a informação transmitida de pais para filhos, causando o nascimento de novas gerações com defeitos. Esse perigo e bastante menor do que por vezes é referido. Com base na análise das populações japonesas afectadas pela radiação das duas bombas que terminaram a Segunda Guerra Mundial, sabe-se que os defeitos genéticos devidos a radiação são bastante raros. Os genes têm uma grande capacidade de reparação e o  próprio processo de reprodução do ser humano só é bem sucedido se não houver problemas graves no embrião. Na população de Chernobyl referida esperam-se cerca de 60 casos de defeitos genéticos (menos de 1 % de aumento em relação aos defeitos genéticos que ocorrem naturalmente).

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Recursos energético renováveis

 

Os recursos energéticos constituem, nos nossos dias, factores fundamentais para a vida do Homem e para a actividade indústrial.

Na Natureza existe um conjunto variado de produtos com os quais o Homem pode obter diferentes tipos de energia chamados recursos energéticos ou fontes de energia.

Estes recursos podem ser de dois tipos:  renováveis ou não renováveis.

O progresso da humanidade tem-se verificado a um ritmo crescente graças a contributos variados.

Podem establecer-se as seguintes fases a relativamente à energia utilizada.

1ª. Inicialmente o homem recorria à sua própria força ou à dos animais, do vento e dos cursos de água, à combustão da madeira, passando à exploração de carvões (lenhite, hulha) para dar resposta as exigências colocadas pela a máquina a vapor (1780) surgida no dealbar da Revolução Industrial.

2ª Desde os fins do século XIX até meados do século XX ocorreu a descoberta nova fontes de energiade que são exemplos o petróleo, o gás e a hulha branca (água armasenada por barragens) e de uma nova forma de energia a eléctricidade.

O consumo mundial de energia aumento muitissímo,  com saliência para o acréscimo verificado à custa da exploração do petróleo e do gás natural.

3ª presentemente, alguns países na “era nuclear”. Assenta na descoberta de uma nova forma de energia, a nuclear.

O consumo de energia não cessa de aumentar, o que levanta alguns problemas.

De facto, as fontes de energia não são inesgotáveis designando-se mesmo por recursos não renováveis. Isto compreende-se bem quando sabemos que o  carvão e o petróleo que hoje utilizamos se formaram há cerca de 250-300 milhões de anos, em consequência da decomposição, na ausência de ar, de plâncton e de florestas, respectivamente.

Também as resevas de urânio, utilizado nas centrais nucleares, tenderão a esgotar-se.

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  Novas fontes de energia

 

Face às perspectivas de esgotamento das fontes de energia que têm vindo a ser utilizadas, procura-se recorre a soluções alternativas baseadas no aprovetamento de recursos renováveis. São exemplos:

Energia hidroeléctrica, obtida em centrais instaladas em barragens.

Ø      Energia solar, utilizada para produzir calor por meio de colectores.

Ø      Energia geotérmica, obtida a partir do calor que provém do interior da Terra.

Ø      Energia maremotriz, que aproveita a força das ondas e das marés.

Ø      Energia eólica, conseguida a partir da força do vento.

Ø      Bioenergia, resultante da fermentação ou da destilação de resíduos orgânicos

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  Energia hidroeléctrica

 

Desde tempos muito antigos que o homem aproveitava a energia da água para mover máquinas. Os moinhos de água são o exemplo mais característico.

A energia da água também se utiliza para produzir electricidade. A electricidade é produzida nas centrais eléctricas, que são instalações onde existem grandes geradores de energia produzida pelo movimento da água; nas segundas é utilizado o calor obtido pela queima de um combústivél, pela desintegração de núcleos de materiais radioactivos ou pelos raios solares.

Em Portugal, a energia hidráulica tem grande importância na produção de electricidade. Cerca de 6% da quantidade total dos vários tipos de energia de que necessitámos, no ano de 1982, foram obtidos a partir da energia hidráulica. 

Portugal, em 1982, consumiu energia equivalente à que forneciam 10,4 milhões de toneladas de petróleo.

Se dividirmos esta quantidade pelo número de portugueses, a ti correspondem aproximadamente 1100 Kg de petróleo.

Quando usares energia, pensa se realmente necessitas de a utilizar. Não a desperdices ligando mais luzes do que as necessárias, acendendo os aquecedores indevidamente, etc. Imagina o que se podia fabricar com essa energia.

A electricidade, um invento do homem, para se poder utilizar nas nossas casas ou nas fábricas.

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 Energia geotérmica

 

Sabemos que, à mediada que se penetra no interior da Terra, o calor aumenta em média 3º C por cada 100 metros de profundidade.

Regiões onde haja vulcanismo, géiseres ou fontes de água quente são provas bem evidentes da espectacular energia contída na forma de energia de calor natural no interior do nosso planeta. É esta energia, sob a forma de calor natural, que constitui a energia geotérmica.

A aplicação dos fluidos quentes tem utilização tem utilização diferente comforme a temperatura a que se encontram. Se a temperatura é baixa, podem ser usados no aquecimento de edíficios e estufas. Se a temperatura é elevada, entre 150º e 300º C, empregam-se na produção de electricidade.

As primitivas termas romanas constítuem, decerto, o primeiro testemunho da utilização da energia geotérmica como fonte de aquecimento. No entanto, só no século XX é que a energia geotérmica ganha posição de relevo no domínio dos recursos energéticos. Em 1977 funcionavam em todo o mundo 17 centrais electrica geotérmicas.

O problema da energia geotérmica tem merecido, não só no território continental mas principalmente nos Açores, alguma atenção.

Os trabalhos e estudos que se vêm efectuado desde 1951 particularmente em S. Miguel têm em vista proporcionar  uma fonte económica de energia.         

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  Energia Éolica

 

    A energia eólica é a energia obtida pelo movimento do ar (vento) e não se tem registro de sua descoberta, mas estima-se que foi há milhares e milhares de anos.A energia dos ventos é uma abundante fonte de energia renovável, limpa e disponível em todos os lugares. A utilização desta fonte energética para a geração de eletricidade, em escala comercial, teve início há pouco mais de 30 anos e através de conhecimentos da indústria aeronáutica os equipamentos para geração eólica evoluíram rapidamente em termos de idéias e conceitos preliminares para produtos de alta tecnologia. No início da década de 70, com a crise mundial do petróleo, houve um grande interesse de países europeus e dos Estados Unidos em desenvolver equipamentos para produção de eletricidade que ajudassem a diminuir a dependência do petróleo e carvão. Mais de 50.000 novos empregos foram criados e uma sólida indústria de componentes e equipamentos foi desenvolvida. Atualmente, a indústria de turbinas eólicas vem acumulando crescimentos anuais acima de 30% e movimentando cerca de 2 bilhões de dólares em vendas por ano (1999).
    Existem, atualmente, mais de 30.000 turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, com capacidade instalada da ordem de 13.500 MW. No âmbito do Comitê Internacional de Mudanças Climáticas, está sendo projetada a instalação de 30.000 MW, por volta do ano 2030, podendo tal projeção ser estendida em função da perspectiva de venda dos "Certificados de Carbono".
 
    Na Dinamarca, a contribuição da energia eólica é de 12% da energia elétrica total produzida; no norte da Alemanha (região de Schleswig Holstein) a contribuição eólica já passou de 16%; e a União Européia tem como meta gerar 10% de toda eletricidade a partir do vento até 2030.
 
    No Brasil, embora o aproveitamento dos recursos eólicos tenha sido feito tradicionalmente com a utilização de cataventos multipás para bombeamento d'água, algumas medidas precisas de vento, realizadas recentemente em diversos pontos do território nacional, indicam a existência de um imenso potencial eólico ainda não explorado.
 
    Grande atenção tem sido dirigida para o Estado do Ceará por este ter sido um dos primeiros locais a realizar um programa de levantamento do potencial eólico através de medidas de vento com modernos anemógrafos computadorizados. Entretanto, não foi apenas na costa do Nordeste que áreas de grande potencial eólico foram identificadas. Em Minas Gerais, por exemplo, uma central eólica está em funcionamento, desde 1994, em um local (afastado mais de 1000 km da costa) com excelentes condições de vento.
 
    A capacidade instalada no Brasil é de 20,3 MW, com turbinas eólicas de médio e grande portes conectadas à rede elétrica. Além disso, existem dezenas de turbinas eólicas de pequeno porte funcionando em locais isolados da rede convencional para aplicações diversas - bombeamento, carregamento de baterias, telecomunicações e eletrificação rural.

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Energia Solar

 

        Utilizadas a princípio nos satelites as células de energia fotovoltaica desceram a terra e fazem a luz do dia virar electrecidade.
        A técnica de usar pequenas lâminas para captar a luz do sol e gerar electrecidade foi lentamente saindo dos laboratórios até chegar a aplicação prática hoje a forma mais barata se encontra nos relógios e calculadoras solares. A energia fotovoltaica é bem diferente da energia solar termal, que já existe até em residências onde o calor do sol é usado para aquecer a água. A conversão da luz em eletracidade é feita pelas células fotovoltaica. A energia solar é ainda mais cara do que o petróleo.
        Para terra o sol é a fonte de energia mais abundante, podemos dizer que praticamente todas outras formas de energia derivam da energia solar.  Por isso a humanidade esta fazendo grandes esforços para doma-lá, através de vários processos como:
   *o aquecimento solar de casas, edifícios;                                                     
    *coletores solares de espelhos , que podem aquecer a água como nas caldeiras, para produzir energia elétrica, as células solares que permitem a conversão direta da energia solar em energia elétrica, como já existem em postos telefônicos, em locais isolados, automóveis de teste , satélites artificiais etc...

Um típico veículo para circular pelos congestionamentos das cidades grandes é o SCV-0, construido por uma empresa japonesa. È um carro elétrico movido a bateria, ela transforma luz do sol em eletricidade, e podem recarregar as baterias do carro enquanto ele anda. Em dia ensolarado sua autonomia pode chegar a 160km, sua velocidade máxima é de 65km/h, adequada para um pequeno carro de uso urbano, e tem lugar para somente duas pessoas.

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Biomassa

        A utilização de biomassa para a produção de energia eléctrica tem vido a aumentar ao longo dos últimos dez anos. Na Europa, cerca de 2% do consumo total de energia eléctrica provem da biomassa. Até ao ano 2020, a produção de energia eléctrica através de biomassa assegurará 15% do total consumido. Principalmente em áreas rurais a utilização da biomassa é, por vezes, a forma mais barata de produzir electricidade.
        Actualmente, a maioria dos sistemas que estão a ser utilizados para a produção de energia eléctrica a partir de biomassa têm baixa eficiência, como consequência das características do combustível bem como da pequena dimensão das centrais de produção. No entanto, num futuro próximo, com as tecnologias que se vão descobrindo, prevê-se que a biomassa seja mais e melhor aproveitada e em custos mais baixos.  Os gasificadores de biomassa são alguns métodos para a obtenção de energia a partir da biomassa. Aquecem a biomassa num ambiente com pouco oxigénio até que a biomassa se separe nos seus componentes químicos. Para isto é preciso o fornecimento de calor de forma a permitir que as moléculas se separem. Dos vários sistemas que podem ser utilizados há três que são considerados mais eficientes pela capacidade calorífica que conseguem produzir quando utilizados com turbinas geradoras a gás. Estes gasificadores são utilizados tanto em queima directa, em que o ar ou oxigénio são alimentados directamente ao gasificador, como em queima indirecta em que é utilizado calor de uma fonte externa para gasificar a biomassa.

        Os gasificadores de leito fixo e fluidizado parecem ser os indicados para sistemas de produção de energia a partir de biomassa. O oxidante para o processo de gasificação pode ser o ar atmosférico ou oxigénio puro. Os sistemas que utilizam oxigénio puro permitem produzir um gás de maior capacidade calorífica sendo também a sua produção mais rápida, no entanto, os custos de produção aumentam devido à necessidade de oxigénio puro. Actualmente o equipamento preferido é o gasificador alimentado com ar, que produz um gás diluído com azoto atmosférico.

        Quanto ao fornecimento de calor ao gasificador existem duas opções. Num gasificador de aquecimento directo o calor necessário à gasificação provem da combustão no reactor do próprio gasificador. Num gasificador de queima indirecta, o calor é fornecido fazendo reciclar o material inerte da combustão (aquecido) para dentro do gasificado. 

        Neste tipo de queima existe mais uniformização dentro do gasificador permitindo uma melhor transferência de massa e calor que, por sua vez, permitem uma maior uniformidade de temperaturas, uma melhor mistura do combustível e reacções mais rápidas, logo maior produção de energia.

 

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