Índice

Introdução
A vida de Beethoven
A Obra de Beethoven
Classicismo
A música no tempo de Beethoven
Instrumentos
Testamento de Heiligenstadt
Conclusão

1.  Introdução

 

            Neste trabalho vamos falar um pouco sobre Beethoven, um músico alemão que nasceu em finais do século XVIII.

            Depois de falarmos dos aspectos que pensamos ser mais interessantes na sua vida, vamos apresentar a sua obra musical.

            Beethoven é um músico que faz a ligação entre o periodo do Classicismo e do

Romantismo. Neste trabalho, vamos tentar aprofundar mais Beethoven enquanto clássico.

 

 

2.  A vida de Beethoven

 

Ludwig van Beethoven nasceu em Bonn, Alemanha, em 17 de dezembro de 1770, filho de Johann van Beethoven e Maria Madalena Keverich. Do casamento de seus pais nasceram sete filhos, chegando apenas três à idade adulta: Ludwig, Kaspar e Nicolas Johann. Seu pai não ganhava o suficiente como violinista da corte e a infância de Ludwig passa-se num ambiente boémio e sórdido.O pequeno Ludwig cedo conheceu a humilhação de ir à polícia identificar o seu pai entre os bêbados detidos.

A infância de Beethoven não pode ser comparada com a de Mozart ou a dos filhos de Bach (dois outros músicos). Seu pai passou à história como um ser mau, irresponsável e explorador do talento do filho. Trancava o menino numa sala onde o único móvel era um piano, não o deixando sair enquanto não provasse ter aprendido as lições do dia.

Como a formação do pai não era tão completa, a educação do pequeno foi confiada a um flautista chamado Pfeiffer. O jovem Ludwig aprendeu violino, viola, órgão e piano, com diferentes professores, além de Pfeiffer. Ainda menino, tocava órgão na missa das seis no convento dos franciscanos para ajudar a manter a casa e cuidar dos irmãos.

No colégio foi mau aluno, pelo que seu pai resolveu encaminhá-lo para o piano com dureza. O jovem só iria adquirir maior bagagem cultural na adolescência, graças à ajuda de amigos e da sua força de vontade. Mas apesar disso, nunca superou certos erros escolares: em suas cartas abundam os erros de ortografia. Usando essa força de vontade conseguiu, já na idade adulta, adquirir uma cultura razoável, mais profunda do que a dos outros músicos de sua época.

Estudando com Christian Neefe, sua vida começa a mudar. O paciente professor arranja-lhe um lugar na orquestra da corte como violinista e, para o animar, manda imprimir sua primeira obra, umas variações para piano, escritas aos doze anos. Neefe encarrega-se da formação cultural do jovem e inicia-o no conhecimento dos escritores clássicos e dos poetas modernos, desenvolvendo-lhe o gosto pela boa leitura.

Na primavera de 1787 viaja para Viena por conta do seu protector, o conde Waldstein, para conhecer Mozart; com a esperança de poder estudar com ele. Mas Mozart está passar por uma fase difícil, acaba de perder o pai e fica com muito trabalho. Por estas razões não pode tomar o jovem Beethoven como aluno.

Beethoven será sempre um improvisador terrível, com uma técnica pianística diabólica. Czerny conta como "este jovem sério, muito feio, de caráter violento" se converteu no campeão de todos os torneios de improvisação realizados em Viena.

Mas a notícia da doença de sua mãe faz com que ele volte para Bonn, após três meses de estadia em Viena. Assiste à morte de Maria Madalena em julho de 1787.

Novamente em Bonn, conhece a família Breuning. A mãe desta família, uma viúva distinta e culta, contratou o jovem para ser professor de música de seus quatro filhos. Cedo porém, o músico passou a ser tratado como íntimo e a Sra.Breuning passou a ser para o artista uma segunda mãe e professora. A ela ficou devendo seus conhecimentos de francês, um pouco de matemática e o melhor da literatura alemã. O compositor conseguiu consolidar a sua carreira com a ajuda desta família e a sua fama como organista da corte aumenta.

Ao conhecer os primeiros trabalhos de Beethoven, Haydn aceita-o como aluno em Viena. Beethoven parte alegremente para esta cidade, onde iria viver até à sua morte. A relação com Haydn não durou muito. O mais duradouro mestre de Beethoven foi Antonio Salieri, com quem estudou técnica de composição vocal por oito anos.

Desde os primeiros tempos em Viena a sua preocupação era o dinheiro. Por uma questão de princípios, entende que ser músico não é ser servo e, por isso, procura atingir uma qualidade de vida e prestígio social, que considera necessário para um artista da sua categoria. Durante vários anos Beethoven tem um rendimento elevado que provém das suas actuações como pianista, o ensino, a publicação das suas obras e a organização de concertos. Em 1801 vê todos os seus problemas económicos resolvidos: tem uma bela casa, criados... Ao mesmo tempo alarga o seu círculo de amizades na sociedade vienense: o barão Von Swietn, o aluno Karl Czerny, o príncipe Lichnowsk e o príncipe Lobkowitz, além do antigo amigo, conde Waldstein.

Já em 1799, Beethoven havia notado certos problemas auditivos, mas achou que se tratava de um mal passageiro. Em 1801 a situação começa a tornar-se alarmante. Durante certo tempo considerou-se possível que a perda da audição fosse efeito secundário da sífilis, uma doença contraída em jovem mas isso não foi suficientemente comprovado. No Verão de 1802, Beethoven passou as suas férias, na cidade de Heiligenstadt, perto de Viena. No clima de paz do campo ele refletiu sobre sua vida e pressentiu a possibilidade da morte. O fruto destas reflexões foi denominado "Testamento de Heiligenstadt", uma longa carta escrita aos irmãos ( e nunca enviada). Este testamento só foi conhecido depois de sua morte.

Por volta de 1815 aparece uma nova personagem na vida de Beethoven: o sobrinho Karl, filho de seu irmão Kaspar. A morte de Kaspar em 1815 trouxe muitas preocupações a Beethoven, uma vez que ele o nomeara tutor de seu filho, juntamente com a mãe do rapaz. Em 1820, depois de ter conseguido a tutela do sobrinho, a sua surdez era já total e irreversível. O único meio de se comunicar com o compositor era escrever nos seus cadernos de conversação o que se queria dizer ou perguntar. A situação económica foi-se tornando cada vez mais problemática e o seu temperamento, já por si nada pacífico, passou a ser extremamente irritável.Durante esse tempo ele quase não compôs nada. Entre os anos de 1815 e 1820 escreveu apenas seis obras: duas sonatas op.102 para violoncelo e piano, as sonatas op.101, 106 e 109 para piano e o ciclo de lieder "Canções à Amada Distante".

No verão de 1826 uma tentativa de suicídio de Karl levou Beethoven à beira do colapso total. O seu estado agravou-se durante os primeiros meses de 1827. Faleceu na manhã de 26 de maio. Segundo a autópsia, a causa da morte foi cirrose.

Em 1888 os restos mortais de Beethoven foram exumados e transferidos para o cemitério central de Viena, onde atualmente repousam ao lado da tumba de Schubert.

 

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2.1  A Obra de Beethoven

 

A música de Beethoven está entre o classicismo e o romantismo. É clássica pelo rigor da forma musical, e romântica pela emoção íntima. Percorreu três fases ou períodos diferentes: a juvenil, a madura, e uma terceira fase que não convém designar como estilo de velhice, num artista que morreu com apenas 57 anos.

Primeira fase: É caracterizada por um estilo tempestuosamente emocional, contemporâneo do pré romantismo alemão, embora se encontrem ainda traços mozartianos. Principais obras: Sonata op.13 para piano (Patética), Quarteto para cordas op.18,Septeto op.20, as suas duas primeiras sinfonias

Segunda fase: Clássica na forma, mas romântica e individualista. É a fase das obras tipicamente beethovinianas. Principais obras: Sonata op.27 N.2 (Ao Luar), Sinfonia N.3(Heroica), Sinfonia N.5, Sinfonia N.6 (Partoral), Sinfonia N.7 , a ópera Fidélio, os concertos para piano e orquestra N.4 op 58 e N.5 op.75 (Imperador),o concerto para violino e orquestra op.61; os trios op.70 N.1 (Fantasma), e op.97 (Do Arqueduque), a sonata para violino e piano op.47 (Kreutzer), as sonatas para piano op. 30 N.2 (Tempestade), op.53 (Aurora), op.57 (Apassionata).

Última fase: É a da mais profunda interiorização, chegando a expressões que os contemporâneos só sabiam explicar pela surdez, e que hoje se nos mostram como grandes documentos humanos. Principais obras: sonata para piano op.106 (Hammerklavier) ,sonatas para piano op.109, 110 e 111,as "Variações sobre uma Valsa de Diabelli" para piano, a sinfonia N.9 (Coral) ,a Missa Solemnis, os últimos quartetos.

Beethoven escreveu:

9 sinfonias

32 sonatas para piano

5 concertos para piano e orquestra

1 concerto para violino e orquestra

1 ópera (fidélio)

Missa Solominis

Sonatas para violino e piano, quartetos de corda, trios, aberturas, entre muitas outras obras.

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3. Classicismo

 

            O Renascimento foi um movimento de transformação intelectual e artística que se inspirou no mundo clássico, grego e romano. Cronologicamente, situa-se nos séculos XIV, XV e XVI, começando em Itália. Dentro do Renascimento encontramos duas correntes: Humanismo que é um movimento intelectual relacionado com a redescoberta dos escritores clássicos e na valorização do Homem e da sua personalidade e o Classicismo onde se verificou também um renascer das artes clássica. Os novos artistas consideravam as obras greco romanas mais harmonioasa, quase imitações dos produtos criados por Deus.

            A musica clássica é considerada aquela que é composta entre 1750 e 1810, que inclui a música de Haydn e Mozart, e as composições iniciais de Beethoven.

            No Classicismo, pretende-se um equilibrio prefeito entre a forma e as ideias. A música Clássica mostra-se refinada e elegnate e é menos complicada que a música do período Barroco (período caracterízado pelas suas formas de arte muito trabalhadas).

            Os compositores procuram mostrar a beleza das melodias.

            O Classicismo Francês teve uma grande influência no Classicismo alemão. Na 2ª metade do século XVIII, Viena é um dos locais mais importantes da música na Europa Central. É ai que residem Haydn, Mozart e Beethoven com os seus alunos e aí que compõe as suas obras.

                O Classicismo foi marcado por um tipo de música com características próprias e intrumentos:

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3.1 A música no tempo de Beethoven  

 

     Sinfonia: os compositores clássicos alargaram a forma da sinfonia até ao esquema do 1º movimento da sonata ternária: exposição com 2 temas, desenvolvimento central e reexposição. A sonata clássica fica agora com quatro movimentos: rápido, lento, minueto, muito rápido.

Com Beethoven, a forma de sonata e da sinfonia tomaram uma dimensão desconhecida até então. Os temas tormam-se verdadeiras ideias musicais: o ponto que une os 2 temas na exposição alarga-se assim como o desenvolvimento central. No desenvolvimento final, são retomados os temas que estiveram no desenvolvimento central.

A sonata e a sinfonia de Bethoven são muito variadas nas suas formas, mas apresentam já uma circularidade nos temas.

Para Beethoven a linguagem sinfónica é um meio de expressão: a linguagem de uma vida interior, pacífica e revoltada. É por isso que os meios introduzidos numa obra musical aumentam.

Beethoven foi um dos maiores compositores de sinfonias do Classicismo.

 

O Concerto consiste numa composição para um instrumento solista contra a orquestra. A posição do solista é reforçada. O papel do solista é importante na exposição temática e no desenvolvimento central. O instrumento solista é frequentemente o violão.

O Piano será depois durante quase um século o instrumento mais utilizado. O concerto tem três movimentos: rapido, lento e rápido.

Por vezes no concerto há uma série de solistas a dialogar com a orquestra. É o que acontece no triplo concerto de Beethoven.

A sonata e a música de câmara: O instrumento mais utilizado foi o piano forte. A acentuação da qualidade dos pemas no desenvolvimento central é um dos aspectos que caracteriza a sonata.

Beethoven introduziu nas suas sonatas o recital instrumental (ex: sonata op. 31, nº2 e a sonata op. 110) com muitas frases declarativas o que mostra o sentido dramático que a música assumia para  si .

A música de câmara é talvez             aquela que mais exprimiu as emoções íntimas e desenvolve-se rapidamente.

O trio, o quarteto e o quinteto eram uma parte importante da obra dos compositores. Para Beethoven, o quarteto tem uma significação muito pessoal e enriqueceu o género com inovações técnicas.

Há quem diga que foi a surdez de Beethoven que fez com que as sonatas adquirissem uma interioridade pessoal e uma grande significação porque como ele não conseguia ouvir os barulhos à volta dele, ele ouvia somente as harmonias que apareciam dentro dele. E assim vai criando uma linguagem musical muito própria, o que vai inspirar os compositores do futuro.

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3.2  Instrumentos

 

     Nos instrumentos, vemos também uma transformação... A música instrumental passou assim a ter maior importância do que a vocal.

    A evolução técnica até ao último quartel do século XVIII foi realizada por Haydn. A   “base” harmónica é assegurada pelos instrumentos de corda. Em 1770, os instrmentos de vento adquiriram um valor independente, o que contrasta com aqueles das cordas e o clarinete é introduzido depois de 1750 nas orquestras sinfónicas.

    Em 1880  Beethoven utiliza quase todos os elementos da orquestra moderna: o quinteto das cordas, os trompetes, aos quais se junta por vezes a flauta, o contrabaixo, os tambores e para a 9ª sinfonia, os coros...

    O piano é muito usado no Classicismo porque as suas cordas são percutidas por martelos. O ritmo da música pode ser mais acelarado de acordo com pressão dos dedos do pianista. O piano tinha assim um grande poder de expressão. No início, foi difícil aceitarem este instrumento músical. O cravo era ainda bastante utilizado, mas no final de século XVIII, o cravo acabou por ser substituído pelo piano.

    Beethoven não se deixa levar só pelas artes clássicas: longos desenvolvimentos; acelaração do minueto; a presença de grandes introduções no desenvolvimento de um tema.

Pelo espírito sinfónico do acompanhamento e pela escolha de grandes temas humanos, Beethoven é considerado um compositor romântico.

Podemos dizer que Beethoven utiliza as formas clássicas mas os temas são românticos.  

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4. O testamento de Heiligenstadt

 

Este famoso documento, redigido em forma de testamento e endereçado aos seus dois irmãos, foi encontrado entre os haveres de Beethoven por altura do seu falecimento. O documento em questão havia sido escrito nos arredores de Viena, no momento mais crítico da vida do composior, quando se viu confrontado com facto de a sua surdez ser progressiva e provávelmente incuravél.

 

            Para os meus irmãos Carl e [Johann] Beethoven

 

            Oh! Vocês homens que pensam e que afirmam que eu sou um hostil teimoso ou um misantropo, como falham em perceber-me. Desde a infância, o meu coração e a minha mente se mostraram incilnados para o suava sentimento da boa vontade, com efeito eu estive desde sempre destinado a feitos gloriosos. Com tudo, de há seis anos até esta parte uma doença incuravel atingiu-me, sofrendo esta agravamentos devido à intervenção de físicos desavisados e sendo eu enganado a cada ano que passa na esperança de uma melhoria, e finalmente obrigado a aceitar a perspectiva de uma doença prolongada (cuja cura poderá levar anos ou até afirmar-se como impossível). Ao nascer com um teperamento vivo e apaixonado, susceptível até mesmo às diversões da sociedade, muito cedo me vi na necessidade de me tornar reservado, de encontrar  consolo e auxílio na solidão. Se de tempos a tempos eu encontrava a tentativa de ultrapassar tudo isto, Ha, como nessa altura eu era então traído pela tristíssima experiência do meu mau ouvido, no entanto eu não podia dizer às pessoas:

Falem mais alto, gritem, porque eu sou surdo; efectivamente como poderia eu reconhecer a fraqueza de uma faculdade que deveria ser em mim mais prefeita de que nos outros, uma faculdade que oultrora possuira ao mais alto nível de prefeição, uma perfeição que só apenas um número reduzido de homens se pode prezar de ter ou haver tido – oh, eu sou incapaz de o fazer. Por isso perdoem-me se me vêem afastar, quando me deveria juntar a vocês de livre vontade e prazer. A minha desgraça afectame largamente, uma vez que me torna um incompreendido. A diversão em sociedade, a conversação civilizada, as efusões mútuas não existem para mim. Vivendo na mais completa solidão, eu sociabilizo não mais que o requerido pela mais premente necessidade. Eu tenho de viver como um renegado; se me aproximo de alguém, sou imediatamente invadido por um forte sentimento de ansiedade, pois receio que a minha débil condição seja descoberta – e assim tem sido ao longo deste meio ano, que eu passei no campo, dado que o mau sábio médico me ordenou que poupasse o meu ouvido até aos limites do impossível. Esta ordem veio quase, completamente, de encontro à minha disposição, ao meu estado de espírito, embora ás vezes eu me deixe levar por uma apetência pela convivência social. Mas a mortificação que me toma quando alguém aomeu lado ouve uma flauta à distância e eu nada oiço, ou quando alguém ouve o canto de um pastor, e eu nada oiço! Estes acontecimentos levam-me quase até ao desespero eu estava bem perto de conceder um fim à minha vida – apenas a arte somente a arte me impediu. Ah, parece-me impossível abandonar o mundo antes de ter produzido tudo aquilo que eu sentia ao meu alcance, e então resolvi poupar esta triste vida – verdadeiramente triste; um corpo tão susceptível que uma qualquer rápida mudança me pode levar da melhor condição à pior. Paciência, agora devo escolhê-la para meu guia, e assim o fiz- Eu espero que a minha decisão de perdurar se mantenha até que agrade ao inexorável fado de desfazer a delicada teia que a este mundo me liga; talvez eu melhor, talvez não. Eu estou conformado. Ser forçado já aos vinte oito anos a tornar-me um filósofo, não tarefa fácil, e mais árdua para um artista do que para qualquer outro. Deus, Tu viste o meu ser mais íntimo, Tu conheceste-o, Tu percebes-te que a caridade e benevolência nele se degladiam, - Oh! Homens, quando lerem isto algum dia, pesem então que foram injunstos para comigo e deixem que um qualquer infeliz se sinta consolado pelo encontro de uma outra infelicidade à escala daquela que o toma, sendo que esta apesar dos impedimentos que a natureza lhes infligia, fez o que estava em seu poder para ser admitido na comunidade dos artistas, homens dignos e merecedores. E assim foi feito – eu apresso-me com alegria em direcção à minha morte – que se me depara antes de me ver privado de todas as minhas capacidades artisticas, e nessa altura terá vindo com demasiadade brevidade, apesar do meu sofrido destino, eu eu desejarei então que tivesse chegado com menos prontidão – mesmo assim não me encotrará desolado! Não me irá libertar de um estado de sofrimento cujo fim não se vislumbra! Vem quando desejares eu irei ao teu encontro corajosamente – Adeus e não me esqueção na morte. Eu mereço-vos isso, pois em vida muito pendei em vós, para que vos pudesse fazer feliz, assim o possam ser –

            Heiligenstadt, 10 de Outubro de 1802, e assim eu vos digo adeus – e com tristeza tambem – sim a bem aventurada esperança – que eu trouxe comigo, de que me poderia curar pelo menos até um determinado nivél – deve agora abandonar-me definitivamente, enfraquecer ao ritmo das ultimas folhas de Outono; assim aconteceu – demasiado cansaço, demsiada fraqueza. Eu inicio a minha caminhada aqui – até a abençoada coragem, que frequentemente me inspiroa nos belos dias de Verão se obscurem – Ó providência – concede-me um único dia de pura alegria – a íntima reverbação da verdadeira alegria que tão estranha ao meu caminho se tem mantido – ò quanto – ò quanto, Ò Deus – possa eu senti-la uma vez mais no tempo da natureza e da humanidade, - Nunca? – não – oh! Isso seria demasiado penoso.

Ludwig van Beethoven

Heiligenstadt                                                                                                    

6 de Outubro 1802 

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5.  Conclusão

Com este trabalho ficamos a conhecer um período da música.

Já muitas vezes tinhamos ouvido falar em música clássica, mas não sabiamos que tinha havido mesmo um movimento chamado Classicismo. A seguir surgiu uma nova corrente chamada Romantimo.

Beethoven caracterizou-se pelo gosto do passado e pela necessidade de transformar e criar uma nova linguagem musical. Por isso se diz que Beethoven é ao mesmo tempo um músico Clássico e Romântico.

Para além de Beethoven, na pesquisa que fizemos, ficamos também a saber outros  nomes de músicos, como Haydn e Mozart que fizeram parte do Classicismo.

   

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Beethoven

 

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